Centro de operações financeiras moderno na América Latina exibindo tendências de pagamentos digitais em 2026.

Quais são as tendências para pagamentos na América Latina e Caribe em 2026?

Descubra as principais tendências em pagamentos para América Latina e Caribe em 2026: tokenização, IA, Open Finance, stablecoins e digitalização de PMEs.

Resumo

Pagamentos na América Latina e Caribe: o que esperar em 2026?

O cenário de pagamentos na América Latina e Caribe está em rápida evolução, com 2026 prometendo ser um ano de consolidação e novas adoções tecnológicas. A inteligência artificial (IA), o crescimento das stablecoins e avanços em tecnologias como blockchain e pagamentos móveis estão moldando o futuro das transações financeiras na região. A Visa, uma das líderes globais em tecnologia de pagamentos digitais, aponta que o mercado latino-americano e caribenho está na vanguarda da adoção de soluções inovadoras.

As principais tendências para 2026 indicam uma experiência de checkout mais fluida e segura, com a eliminação gradual do preenchimento manual de dados. Paralelamente, a expansão dos pagamentos em tempo real e do Open Finance promete revolucionar a forma como dinheiro é movimentado. A região também se destaca pelo potencial das stablecoins e pela aceleração da digitalização de pequenas e médias empresas (PMEs).

Avanço da tokenização e o fim do checkout manual

A conveniência e a segurança do checkout estão prestes a ganhar um novo patamar. Em 2026, a expectativa é de um declínio significativo do checkout manual, com a autenticação biométrica e a tokenização de credenciais de pagamento se consolidando. Essas tecnologias transformam a experiência online em algo semelhante a um pagamento por aproximação, com um único clique.

A tokenização, que já representa 50% das transações de comércio eletrônico da Visa na região, aumenta a segurança e reduz fraudes e o abandono de carrinhos. A migração das credenciais tokenizadas para a nuvem permitirá que os consumidores acessem suas informações de forma segura a partir de qualquer dispositivo. Além disso, o comércio agêntico, impulsionado pela IA, deve escalar, com agentes virtuais realizando compras de forma autônoma e hiperpersonalizada.

Ameaças impulsionadas por IA e a necessidade de defesas robustas

O avanço da inteligência artificial também traz consigo desafios crescentes. Cibercriminosos estão utilizando IA para aprimorar fraudes por meio de deepfakes e identidades sintéticas. A América Latina já enfrenta uma taxa de fraude no e-commerce de 3,9%, superior à média global.

Diante disso, a identidade digital se torna um campo de batalha. A combinação de tokens e passkeys, que utiliza biometria para autenticação sem senha, será essencial para garantir checkouts mais seguros e eficientes. A colaboração e o desenvolvimento de ferramentas avançadas de mitigação de riscos serão cruciais para combater essas ameaças em 2026.

Consolidação dos pagamentos em tempo real e o poder do Open Finance

Os pagamentos conta a conta (A2A) em tempo real continuam a remodelar o mercado, oferecendo transferências imediatas e de baixo custo. Iniciativas já consolidadas no Brasil, Argentina e Costa Rica demonstram o potencial dessa tecnologia para reduzir a dependência do dinheiro físico e alterar o comportamento do consumidor.

Esse movimento é potencializado por reformas de Open Finance e interoperabilidade. O Brasil se destaca como referência regional, e soluções como o Visa Protect for A2A já mostram resultados expressivos na prevenção de fraudes. A Visa Conecta, no Brasil, também permite a iniciação de pagamentos Pix via Open Finance, expandindo as transações A2A seguras além dos cartões.

O potencial das stablecoins na região

A América Latina se posiciona como um mercado em ascensão para stablecoins. Essas moedas digitais têm um potencial significativo para complementar o ecossistema global de pagamentos, especialmente em economias emergentes. O mercado global de stablecoins pode atingir US$ 4 trilhões até 2030.

A Visa prevê um crescimento no uso de stablecoins para transações internacionais e remessas na região. Cerca de 60% dos latino-americanos demonstram disposição em usar stablecoins para transferências internacionais no futuro. Com avanços regulatórios, como a Lei GENIUS nos EUA, as stablecoins devem ganhar ainda mais escala e adoção em 2026.

Revolução digital para pequenas e médias empresas (PMEs)

As PMEs na América Latina, que representam mais de 60% dos empregos, ainda enfrentam barreiras na digitalização, especialmente em relação à aceitação de pagamentos digitais. Pesquisas da Visa indicam demandas por mais segurança, acesso a crédito e soluções de aceitação digital simplificadas.

O avanço na digitalização das PMEs impulsiona o uso de cartões empresariais, faturamento eletrônico, pagamentos via QR e terminais móveis. 2026 será um ano crucial para os pagamentos na região, com a IA, a identidade digital, os pagamentos em tempo real, as stablecoins e a digitalização das PMEs redefinindo a gestão financeira.

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