Representação artística de uma superflare massiva sendo ejetada de uma estrela próxima

Erupção massiva de estrela próxima pode ajudar astrônomos a desvendar segredo de superflares

Uma erupção estelar sem precedentes em uma estrela próxima oferece aos astrônomos uma chance única de entender os misteriosos superflares.

Resumo

Astrônomos observam evento cósmico raro para desvendar mistérios de superflares

Cientistas estão otimistas com uma descoberta recente que pode ser a chave para entender as enigmáticas superflares, explosões estelares massivas que liberam quantidades extraordinárias de energia. Uma erupção capturada em tempo real em uma estrela próxima, do tipo RS CVn, ofereceu dados inéditos sobre o início e a física desses eventos cósmicos.

A observação detalhada, que capturou o início da erupção em raios-X de alta energia, é considerada um marco. Tradicionalmente, os astrônomos observam apenas as consequências de tais explosões, como um brilho residual. A capacidade de detectar o evento no exato momento de sua ignição permite testar teorias sobre como essas flares exóticas se formam.

O que são superflares?

Superflares são erupções súbitas e gigantescas na superfície de uma estrela. Elas ocorrem quando campos magnéticos intensamente torcidos se rompem, liberando uma vasta quantidade de energia. Esse processo faz com que a estrela brilhe temporariamente de forma muito mais intensa, especialmente na luz de alta energia. Nosso Sol também produz flares, mas as superflares podem ser milhares ou até milhões de vezes mais potentes.

A potência dessas explosões é tão grande que, se ocorressem perto de planetas habitáveis, poderiam esterilizá-los com radiação letal. Por isso, compreender sua origem e comportamento é fundamental para a ciência.

Estrelas RS CVn: um laboratório cósmico natural

Estrelas do tipo RS CVn são frequentemente encontradas em sistemas binários próximos, onde duas estrelas orbitam uma à outra. Essa proximidade gravitacional pode agitar seus campos magnéticos, tornando-as mais propensas a erupções violentas. Suas coroas estelares – a atmosfera externa extremamente quente – são particularmente ativas, com campos magnéticos que se retorcem e acumulam tensão.

A sequência da erupção revelada

A análise dos dados multi-comprimento de onda da recente erupção revelou uma sequência clara de eventos. O pico de raios-X de alta energia foi o primeiro a ocorrer, intenso e rápido. Em seguida, veio um brilho mais prolongado em raios-X de baixa energia e luz óptica. Essa cronologia é crucial para entender os mecanismos de liberação de energia.

Os cientistas identificaram material estelar superaquecido, atingindo temperaturas entre 10 e 100 milhões de Kelvin. Esse calor extremo é impulsionado por processos térmicos e pela aceleração de partículas de alta energia. O mecanismo fundamental por trás dessas erupções é a reconexão magnética, o processo pelo qual as linhas de campo magnético torcidas se rompem e se recombinam.

Implicações para a astronomia

Observações como essa oferecem uma visão mais clara de como os campos magnéticos armazenam e liberam grandes quantidades de energia nas coroas estelares. Dados detalhados de tempo e temperatura permitem que os cientistas refinem suas simulações computacionais, tornando-as mais precisas. Modelos aprimorados são essenciais para prever melhor o comportamento estelar, entender a perda de massa das estrelas e avaliar a habitabilidade de planetas em torno de estrelas ativas.

Segundo o artigo divulgado no repositório preprint ArXiv em janeiro e aceito para publicação em The Astrophysical Journal, capturar o início de uma superflare em raios-X de alta energia é um passo crítico na construção de um quadro completo dos fenômenos permitidos no universo estelar. A sorte, combinada com redes globais de telescópios em vigilância constante, continua a ser uma ferramenta valiosa na exploração cósmica.

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