Tecnologia avançada revolucionando o cuidado com a saúde, combinando inteligência artificial, robótica e telemedicina para melhorar a vida dos pacientes.

Explorando o impacto da tecnologia na saúde: inovações que salvam vidas

Descubra como a tecnologia na saúde, com IA, robótica e telemedicina, está revolucionando diagnósticos, tratamentos e a vida dos pacientes.

Resumo

A revolução tecnológica moldando o futuro da medicina

O setor de saúde está passando por uma profunda transformação impulsionada por avanços tecnológicos. Inteligência artificial, robótica e telemedicina despontam como as principais forças motrizes, prometendo aprimorar diagnósticos, tratamentos e a experiência geral dos pacientes. Uma pesquisa da consultoria PwC revelou que 68% dos CEOs da área de saúde consideram a tecnologia essencial para gerar valor, um aumento significativo em relação a cinco anos atrás. Essa percepção reforça a ideia de que a inovação tecnológica é um divisor de águas crucial entre o presente e o futuro da medicina.

A Deloitte, em um estudo separado, constatou que 55% dos profissionais de saúde veem as inovações tecnológicas, incluindo nuvem, análise preditiva, automação, IA, compartilhamento de dados, interoperabilidade e 5G, como as tendências mais decisivas para os próximos cinco a dez anos. Essa visão prospectiva sublinha a urgência de adaptação para as organizações do setor, com 47% dos CEOs brasileiros de saúde indicando que seus negócios não serão financeiramente viáveis em uma década sem mudanças significativas.

Robótica: precisão e novas fronteiras na cirurgia e tratamento

A robótica na medicina deixou de ser ficção científica para se tornar uma realidade em hospitais de ponta ao redor do mundo. O sistema Da Vinci Surgical System, por exemplo, permite a realização de cirurgias a distância, oferecendo ao cirurgião controle preciso sobre o robô. Essa tecnologia, já empregada em operações urológicas, minimiza riscos de infecção, possibilita cortes menos invasivos e reduz o tempo de internação, apesar do seu custo ainda elevado. Outro avanço notável é o Cyberknife, um sistema de radioterapia que utiliza fontes focadas de raio-x ou fótons para tratar tumores com dano mínimo a células saudáveis.

A pesquisa e o desenvolvimento continuam, com nanorrobôs sendo desenvolvidos para combater células cancerígenas. Um sistema sueco demonstrou em testes preliminares a capacidade de reduzir em 70% o crescimento de tumores de mama em roedores, indicando um potencial promissor para o futuro, especialmente quando potencializado pela IA.

Além da sala de cirurgia, a robótica se estende ao cotidiano de pacientes com dificuldades de locomoção. Exoesqueletos como ReWalk, EksoGT, HAL e Indego auxiliam indivíduos com paraplegia e outras condições clínicas, sendo utilizados em processos fisioterapêuticos para permitir que recuperem a capacidade de caminhar.

Inteligência artificial: diagnósticos mais precisos e eficiência administrativa

A inteligência artificial (IA) generativa está redefinindo operações em diversos setores, e a saúde não é exceção. No futuro próximo, a IA auxiliará na obtenção de diagnósticos mais precisos, com estudos já demonstrando sua capacidade de identificar sinais precoces de doenças como o câncer de mama antes mesmo da detecção clínica. Laboratórios como Fleury e Dasa já utilizam algoritmos de IA para otimizar o tempo de exames de ressonância magnética.

A IA também tem um papel importante na restauração de funções essenciais. Um serviço de clonagem de voz permite recriar a voz de pessoas que a perderam devido a doenças do neurônio motor, facilitando a retomada da comunicação verbal. Em termos administrativos, a Unimed Nacional, em parceria com a startup Neurotech, desenvolveu um sistema de IA para identificar fraudes em pedidos de reembolso, evitando gastos significativos. Em menos de um ano, a cooperativa estima ter poupado R$ 9 milhões com a iniciativa.

A integração da IA à medicina é uma prioridade, com 77% das organizações do setor investindo em sua tecnologia, segundo pesquisa da PwC nos EUA. Contudo, o avanço da IA na medicina também levanta questões éticas e regulatórias. Uma pesquisa da Deloitte indicou que 60% dos médicos expressam preocupação com a responsabilização em caso de erros atribuídos à IA.

Telemedicina e monitoramento remoto: saúde acessível na palma da mão

O avanço da telemedicina democratizou o acesso à saúde, tornando-se uma alternativa viável para o cuidado pessoal. Regulamentada no Brasil pela Lei 14.510/2022, a medicina a distância foi amplamente utilizada durante a pandemia de Covid-19, auxiliando na redução de riscos sanitários e se consolidando como uma opção permanente para consultas e acompanhamento.

O monitoramento remoto, muitas vezes realizado por meio de aplicativos de celular e dispositivos vestíveis como relógios inteligentes, oferece um panorama contínuo do estado de saúde do paciente. Essas tecnologias permitem o acompanhamento da glicose, pressão arterial e frequência cardíaca. Implantes miniaturizados também estão sendo utilizados para monitorar níveis de glicose ou estimular áreas afetadas por doenças como o Parkinson.

As cooperativas de saúde também abraçaram a telemedicina, adaptando seus serviços para manter o atendimento durante a pandemia. Iniciativas como a da Unimed Nacional e da Unifop demonstram o sucesso e a conveniência dessa modalidade, que continua a oferecer agilidade e comodidade aos beneficiários.

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